
Hoje é um daqueles dias. Estou exausto.
Depois de um dia de trabalho, sento-me mais uma horas a ouvir, tentar com todas as forças absorver, prestar atenção ao que me rodeia e sair daqui com um sentido de que valeu a pena.
Missão falhada.
Hoje nem com esforço consigo entender as várias tentativas de explicação de um problema aparentemente simples. O corpo pesa e os olhos suplicam por uma cama… um momento de descanso.
Nada feito… ainda faltam umas horas antes de me poder entregar de corpo e alma ao mundo dos sonhos. Surpreendo-me por conseguir manter a sanidade e a capacidade de articular conversas, colocar questões e travar conversas. Mas é como se não estivesse aqui. O corpo fica, mas com a vontade e com a energia foi de mão dada a faísca de inteligência que leva ao entendimento.
Livra… parece que já passou uma eternidade… mas o relógio desmente e goza comigo à medida que troca o minuto. Sinto-me preso… prisioneiro de uma escravidão temporal que parece eterna.
Telefone a tocar... é da empresa... porreiro pah!
